Afinal, o que é Gestão Ambiental?

Eu sou estudante de Gestão Ambiental e sempre que me pergutam o que estou cursando na faculdade, após ouvir minha resposta as pessoas normalmente me questionam: O que é isso?

A área em que estou me especializando é relativamente nova e vem causando grande confusão entre os especialistas da área ambiental, a começar pela definição do que é GESTÃO AMBIENTAL.

Transcrevo abaixo, texto de Giovana Baggio de Bruns, Engª Florestal, especializada em Gestão Ambiental através do European Master in Environmental Management, EAEME – Kapodistrian University of Athens e Università degli Studi di Parma, Itália.

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Afinal, o que é GESTÃO AMBIENTAL?

 Área de conhecimento e trabalho intitulada “Gestão Ambiental” vem causando muita confusão entre os especialistas em meio ambiente. A dúvida se inicia com a pergunta, mas afinal o que é Gestão Ambiental?

Para responder esta difícil pergunta, antes de tudo deve ser esclarecido que a Gestão Ambiental possui caráter multidisciplinar, profissionais dos mais diversos campos podem atuar na área, desde que devidamente habilitados.

Antigamente existia uma divisão nítida entre os defensores da natureza (ditos ecologistas) e os que pregavam a exploração irrestrita dos recursos naturais. Com o advento do termo “desenvolvimento sustentável” tornou-se necessária a formação de pessoas com um diferente perfil, profissionais que agregassem a visão ambientalista à exploração “racional” dos recursos naturais, aí surgiram os gestores ambientais.

A Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. Esta organização vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros.

O que deve ficar claro é que “gerir” ou “gerenciar” significa saber manejar as ferramentas existentes da melhor forma possível e não necessariamente desenvolver a técnica ou a pesquisa ambiental em si. Pode estar aí o foco da confusão de conceitos entre a enorme gama de profissionais em meio ambiente. Pois, muitos são parte das ferramentas de Gestão (ciências naturais, pesquisas ambientais, sistemas e outros), mas não desenvolvem esta como um todo, esta função pertence aos gestores ou gerentes ambientais que devem ter uma visão holística apurada.

Existe também uma outra discussão sobre o que é “Gestão Ambiental” e o que é “Gerenciamento Ambiental”, alguns defendem que a “gestão” é inerente à assuntos públicos (gestão de cidades, bacias, zonas costeiras, parques) e que gerenciamento refere-se ao meio privado (empresas, indústrias, fazendas e outros).

Esta diferença de significados, na verdade, não é importante, o que é realmente importante é promover a Gestão Ambiental em todos os seus aspectos.

Pode-se então concluir que a Gestão Ambiental é consequência natural da evolução do pensamento da humanidade em relação à utilização dos recursos naturais de um modo mais sábio, onde se deve retirar apenas o que pode ser reposto ou caso isto não seja possível, deve-se, no mínimo, recuperar a degradação ambiental causada.

Artigo publicado no site EvoViagem Turismo Fácil e Interativo, disponível em: http://migre.me/5LffT

Fonte da imagem: http://migre.me/5Lfmb

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Relatório de Visita Técnica à Braskem S.A. Unidade de Triunfo

 

 

 

RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA À BRASKEM S.A. – Unidade de Triunfo, Rio Grande do Sul – Relatório elaborado pelos alunos Airton Kuhn e Renata Padilha e apresentado à disciplinade Saúde e Segurança do Trabalho, ministrada pela Sr.ª Prof.ª Helena Toschi de Cortez, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

 

 

 

 

Dois Irmãos abre a sua 14ª Semana do Meio Ambiente

Projeto Som na Lata

Às batidas fortes do Projeto Som na Lata, cerca de 700 crianças estiveram reunidas hoje (06/06) na Praça do Imigrante para a abertura da 14ª Semana do Meio Ambiente de Dois Irmãos. O Projeto criado em Esteio e que já existe há 10 anos, trouxe a cidade 40 crianças e seus instrumentos feitos a partir de materiais que seriam colocados no lixo.

Larissa Mayer, com 14 anos é uma das crianças e ela sabe certinho quando passou a fazer parte de grupo. “Participo desde 3 de agosto de 2006. Eu tinha ido ver um ensaio e gostei muito então resolvi me inscrever e fiquei aguardando na lista de espera durante uma semana.” O grupo apresentou 5 musicas sendo uma delas cantada.

O prefeito Miguel Schwengber, que também é professor, aproveitou a abertura da semana do Meio Ambiente para pedir ajuda dos alunos vindos de todas as escolas da rede de ensino na conscientização de seus pais e amigos. “Quando vocês dizem aos pais de vocês para separar o lixo, eles ouvem. Quando vocês veem um adulto jogando lixo no chão e chamam a atenção dele, ele ouve. Façam isso com o pai, a mãe, o vizinho, a madrinha, ensine-os a separarem o lixo. A prefeitura irá cuidar para que seja dado o destino correto ao lixo separado por vocês”.

“Temos direito a moradia, temos direito a educação, temos direito a alimentação, mas não temos o direito de desrespeitar o meio Ambiente. As propagandas são feitas com inteligência para nos fazer consumir cada vez mais como se isso trouxesse felicidade. Vocês crianças, hoje, estão reforçando a minha esperança de que a humanidade pode dar certo.”, disse o Secretário de Educação, Mauricio Klein.

Após apresentação do Som da Lata, os alunos de diversas escolas puderam curtir a peça A Procura das Águas Perdidas da Companhia de Teatro Curto Arte. A 14ª Semana do Meio Ambiente é organizada pelo Programa de Educação Ambiental de Dois Irmãos (PEADI) possui apoio do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Dois Irmãos (CONSEMA).

O evento se estende até dia 21 deste mês. Confira a programação completa no http://www.doisirmaos.rs.gov.br/semanadomeioambiente/

Publicado no site de notícias da Prefeitura de Dois Irmãos.

A Via Rápida de Criciúma

Visando o desenvolvimento regional, um grupo de entidades empresariais promove uma mobilização para reivindicar a construção da Via Rápida.

A construção da Via Rápida ligará a região de Criciúma à BR 101. Aconstrução está sendo pensada e planejada a partir da realidade atual do município, considerando o crescimento, meio ambiente e qualidade de vida. A Via Rápida inicia no cruzamento da Rua Vereador Ricardo Matias Paz e Avenida Miguel Patrício de Souza, próximo ao Terminal Urbano, do Bairro Prospera, em Criciúma, percorrendo 9 km entre Criciúma e Içara, até chegar à BR 101.

Impactos Econômicos

Criciúma é um município reconhecidamente industrial, destacando as indústrias cerâmicas, de vestuário, metal-mecânica e plástico. Segundo dados do IBGE 2010, tem aproximadamente 193 mil habitantes e possui PIB de R$ 2 791 692,467 mil (IBGE, 09). A construção da rodovia em vias duplas será o mais importante acesso a Criciúma, ideal para o transporte de cargas. Ao longo dos seus 11,06 km estão previstas a instalação que permitirá uma nova realidade econômica e de desenvolvimento de Criciúma – inclusive, atraindo novas indústria para o município que em 2002, ocupou a 42º no ranking das cidades brasileiras para obter-se melhores negociações (Revista Exame).

Impactos do Meio Ambiente

A Via Rápida recebeu licença ambiental expedida pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) em 22 de março de 2010 – LAI nº 007/2010 que viabiliza e agiliza a sua construção. O projeto foi adequado e consolidado com o objetivo de minimizar os impactos sociais e ambientais. Foram desenvolvidos todos os estudos ambientais necessários exigidos pelo processo de licenciamento. Praticamente todo o trajeto que compreende a rodovia está desapropriado e o custo da obra deverá totalizar R$ 80 milhões, com recursos captados da inciativa privada, e será construída por concessão.

Via Rápida - Criciúma

Centro de Aprendizagens para Energias Renováveis e Casa Popular Eficiente – SAP

Santo Antônio da Patrulha, municipio do Rio Grande do Sul, terá um Centro de Aprendizagens para Energias Renováveis e uma Casa Popular Eficiente.

Com previsão de inauguração para amanhã, 02 de junho, o  parque temático está organizado em duas praças para visitação:

– Praça das Energias Renováveis: expõe equipamentos e instalações relativas às fontes solar, eólica, hidráulica e biomassa.

– Praça da Eficiência Energética: instalada na “Casa Popular Eficiente”, expõe a aplicação de tecnologias que permitem economia no uso da energia e água e proporcionam maior conforto térmico adaptado às construções populares.

As visitações são oferecidas a estudantes, profissionais da área e público em geral e o conteúdo está preparado de forma didática e de fácil compreensão.

O centro faz parte do projeto “Alegrias Renováveis” do IDEAAS – Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto Sustentabilidade, uma iniciativa do empresário Fábio Rosa.

Maiores informações no site da Prefeitura do município: AQUI.

A garrafa verde da Pepsi

À base de plantas e 100% renovável, sem petróleo, a nova “garrafa verde” da PepsiCo deverá chegar em 2012.

É a primeira garrafa de plástico PET (tereftalato de polietileno) composta integralmente por recursos 100% renováveis à base de plantas, garante a PepsiCo. A empresa adianta que o feito lhe permite eliminar o petróleo do processo de fabricação e produzir uma embalagem para bebidas com uma “pegada de carbono bastante reduzida”. A PepsiCo explica que conseguiu criar uma estrutura molecular semelhante à dos produtos PET à base de petróleo ao combinar processos biológicos e químicos. A nova “garrafa verde”, à base de matérias-primas como gramíneas e cascas de pinheiro e milho, tem o aspecto, a textura e o nível de protecção das embalagens PET já existentes. A fase piloto de produção está prevista para 2012, ao que se deverá seguir logo a comercialização em massa. No futuro, as fontes renováveis utilizadas no fabrico deverão incluir cascas de laranja, batata ou aveia, entre outros derivados agrícolas.
Fonte: Conhece A Natureza

 

Consumo de sacolas plásticas no RS caiu 20% em dois anos

A reportagem de Leila Endruweit publicada no site do Jornal Zero Hora, em 18 de maio de 2011, mostrou que por ano, cada gaúcho usa em média 140 embalagens desse tipo.

O gaúcho reduziu o uso de sacolas plástica para carregar as compras. Em dois anos, os gaúchos deixaram de consumir 300 milhões de sacolas, uma queda de 20%, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

A preocupação com os danos ao meio ambiente fez os vereadores de São Paulo tomarem uma decisão drástica, aprovaram um projeto de lei para proibir o uso destas embalagens pelos supermercados, nesta terça-feira. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), anualmente são consumidas 29,4 bilhões de sacolinhas apenas no Estado de São Paulo, quase 20 vezes o que se consome no Rio Grande do Sul.

O Estado reúne bons exemplos, como Getúlio Vargas, no norte do Estado. Desde outubro de 2010, mais de 3 mil sacolas retornáveis foram adquiridas pela população por incentivo da prefeitura e dos estabelecimentos comerciais. Agora, a prefeitura está promovendo ações em frente aos supermercados e nas escolas para que as pessoas passem a utilizar sacolas de pano.

Consumidores preferem mais sacolas em vez de enchê-las

A mudança no comportamento dos gaúchos é atribuída à melhoria da qualidade da sacola plástica (mais resistentes, menos unidades precisam ser usadas), à crescente conscientização da população e aos investimentos do setor supermercadista em treinamentos de empacotadores e funcionários.

— Somos favoráveis à implantação de um modelo que já é comum em muitos países europeus, que é a cobrança de um valor simbólico pelas sacolas plásticas nos supermercados. É um caminho para conscientizar a população para o consumo responsável deste produto_ explica o presidente da Agas Antônio Cesa Longo

A redução anima, mas o índice poderia ser bem melhor. De acordo com a Agas, apenas de 3% a 5% dos consumidores são adeptos ao uso da sacola retornável, feita de tecido e oferecida pela maioria dos supermercados para compra, custando em média R$ 5,00.

Dados também revelam que 61% das sacolas plásticas levadas pelos consumidores saem dos estabelecimentos com a metade da capacidade e 13% dos clientes levam sacolas extras para utilizar como sacos de lixo. Por ano, os supermercados gaúchos gastam R$ 190 milhões na compra de 1,5 bilhão de sacolas plásticas, o que representa um consumo de 140 sacolinhas por pessoa anualmente.

Conscientização

O uso das sacolas retornáveis só será maior quando uma mudança cultural acontecer. Para Darci Bernech Campani, coordenador de gestão ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), assim como na coleta seletiva, implantada na década de 1990 em Porto Alegre e que ainda não é feita por boa parte da população, o uso das sacolas de tecido também precisará de um tempo para se tornar hábito

— As pessoas devem pensar como continuar com os confortos que têm, fazendo isso de uma forma que agrida menos o ambiente, mesmo que para isso tenha que se gastar um pouco mais— relata o professor.

Segundo ele, o ideal seria utilizar sacolas de pano para as compras e usar sacos de lixo comprados, que já são reciclados, ao invés de sacolinhas de supermercado, que são virgens e exigem o uso de petróleo para sua produção.

Bons exemplos

Para tentar minimizar o problema gerado com as sacolinhas plásticas, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou em novembro uma lei que obriga os grandes estabelecimentos comerciais da cidade a utilizarem material de fonte renovável ou reciclável em suas sacolas ou embalagens.

A lei foi sancionada em janeiro e os estabelecimentos cuja área comercial seja igual ou superior a 500 metros quadrados terão até janeiro de 2012 para substituir as embalagens comuns pelas recicladas. Caso não seja cumprida a legislação, os comerciantes deverão pagar multa e poderão até mesmo ter seus alvarás suspensos pela prefeitura.

Já em Santo Ângelo, um projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores institui que as sacolas plásticas das lojas terão de ser substituídas por sacolas de pano ou do tipo oxibiodegradáveis, material que se decompõe em 18 meses. Se a lei for sancionada, os estabelecimentos terão até três anos para se adaptar.

Em São Paulo, o projeto de lei aprovado esta semana segue para sanção do Executivo e entra em vigor em janeiro de 2012. Até lá, os lojistas passarão por um período de adaptação e serão obrigados a expor em seus estabelecimentos cartazes de 40cm x 40cm com a mensagem: “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis”. Quem não respeitar a lei, vai pagar multa que varia entre R$ 50 e R$ 50 milhões, dependendo do tamanho e faturamento do estabelecimento.

Dicas para o uso consciente

— As sacolas plásticas levam mais de 100 anos para se decompor. Além disso, uma das matérias primas para sua produção é o petróleo. Por essa razão, o ideal seria utilizar sacolas de pano para as compras e usar sacos de lixo comprados, que já são reciclados, em vez de de sacolinhas de supermercado, que são virgens.

— Em casa, a melhor forma de separar o lixo é entre orgânico e seco. Cada um deve ter a sua lixeira específica. O ideal é que os itens do lixo seco sejam limpos antes de serem enviados para reciclagem. Embalagens de lasanhas e potes de extrato de tomate, por exemplo, podem ser lavados juntamente com a louça e depois colocados no lixo. Caixas como as de leite ou suco, pode ser abertas para economizar espaço e facilitar o transporte. Lixo orgânico pode ser colocado em sacos biodegradáveis, que irão se decompor juntamente com o resíduos.

— O caminhão que recolhe o lixo orgânico e o que recolhe lixo seco passam em dias diferentes em Porto Alegre. Coloque em frente a sua casa o lixo a ser recolhido naquele dia. Por meio do linkhttp://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/default.php?p_secao=147, você pode saber onde estão transitando os caminhões da coleta do lixo domiciliar na Capital e estimar quando será feita a próxima coleta.

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