Viaduto do Bairro Rincão, Novo Hamburgo – Apresentação

 

 

 

Recentemente tive a ideia de analisar as obras de benfeitorias para a Copa no Brasil em 2014. Tantos as obras em fase de projetos, quanto as obras já em execução – especificamente as obras que compreendem o estado do Rio Grande do Sul. Trata-se basicamente de uma análise dos impactos ambientais e econômicos que estão relacionados à estas obras. Iniciei o projeto relatando o andamento da obra do Viaduto do bairro Rincão, em Novo Hamburgo.

Novo Hamburgo é um município de aproximadamente 240 mil habitantes, localizado no Vale do Sinos há 42 km da capital do estado. Atualmente, a economia do município é formada por indústrias de diversos segmentos e comércio, diferentemente da época de emancipação do município onde prevalecia a indústria coureiro-calçadista, elevando a cidade ao posto de Capital Nacional do Calçado.

Iniciada em fevereiro de 2009 e com prazo de término estimado em 720 dias, a obra do Viaduto do bairro Rincão (BR 116, km 236) terá um custo final de aproximadamente R$ 27 milhões, os recursos são provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal.

O atual estágio da obra nos permite observar que o prazo não poderá ser cumprido, mesmo com a contratação de aproximadamente 100 funcionários que trabalham cerca de dez horas diárias de segunda-feira à sexta-feira e esporadicamente aos finais de semana. Um dos fatores que prejudicará o cumprimento do prazo, segundo o engenheiro responsável pela obra, Elvio Benardi, foi o mau tempo presente em grande parte do tempo que fora estimado para conclusão.

Em fase de finalização de obras, atualmente os funcionários preparam as duas pistas de 11 metros de largura cada, para receber o asfalto. A construção da obra é de responsabilidade do Consórcio Grande Porto Alegre, formado pelas Construtoras Pelotense e Cidade. Inicialmente programada para janeiro de 2011, a entrega do viaduto foi prorrogada para junho deste ano.

Impactos Ambientais:

Destaco como impactos ambientais dessa construção a poluição visual, a poluição sonora e a emissão de material particulado (poeira) prejudicial à saúde, especialmente de indivíduos que já tem algum tipo de problema respiratório.

Trabalho próximo ao local onde o viaduto está sendo implantado e pude observar que no início das obras dezenas de árvores nas margens da rodovia tiveram de ser removidas. Curiosa que sou, entrei em contato com a Secretaria de Meio Ambiente do Município de Novo Hamburgo solicitando a cópia da autorização de remoção destas árvores ou alguma informação à respeito da compensação posterior com o plantio de novas árvores, mas não obtive nenhum tipo de resposta esclarecedora.

Saliento que essas árvores eram responsáveis pelo processo de filtragem do ar, principalmente neste trecho da rodovia por onde passam aproximadamente 30 mil veículos diariamente. Conclusão: podemos adicionar aos impactos ambientais a poluição do ar.

Impactos Econômicos:

No entorno deste trecho da BR 116 onde está sendo construído o viaduto há vários tipos de estabelecimentos: revendas de automóveis e motos, mercados, lojas de móveis e até algumas indústrias.

Parte dos donos destes estabelecimentos enxergaram oportunidades de crescimento devido à visibilidade que o novo viaduto proporcionará. É importante destacar que o trecho é caminho para região serrana do Rio Grande do Sul (Bento Gonçalves, Canela, Gramado, Caxias do Sul…)  e faz parte da Rota Romântica. Inclusive, outros empresários, decidiram investir no local inaugurando lojas de acabamento para construção e reformas e lojas de itens domésticos de marcas famosas como Tramontina e Grupo Herval, por exemplo.

Houve aqueles que previamente concluíram que as obras do viaduto prejudicariam o acesso aos seus estabelecimentos e no estágio inicial das obras decidiram mudar de localidade.

Destaco também como importante impacto econômico a contratação dos funcionários para execução da obra, muitos funcionários são moradores da região. Os funcionários de outras regiões residem no alojamento da construtora próximo a obra, logo, como consumidores impulsionam o crescimento da economia local.

Informações complementares:

– Foram utilizados até o momento aproximadamente 7,4 mil metros cúbicos de concreto na construção do viaduto;

– Cerca de 950 toneladas de ferro deve ser aplicadas na estrutura da obra;

– Pendências para conclusão do viaduto: pavimentação do aterros dos encontros, bem como dos ramos da interseção, obras complementares, instalação da iluminação, sinalização horizontal e vertical.

Figura 1: Vista das pistas do viaduto – fase pré-asfalto.

Imagem de Renata Padilha.

Figura 2: Vista lateral do Viaduto

Fonte: Jornal NH, imagem de Diego da Rosa

Figura 3: Colocação das vigas que formam as pistas

Fonte: Jornal NH, imagem de Francine Natacha

Figura 4: Estrutura com 75% de conclusão

Fonte: Jornal VS, imagem de Luis Félix

 

Fonte: ABC Domingo, por Gabriel Guedes; Blog Transparecendo, por Daniel Ribeiro; Jornal VS, por Moacir Fritzen.

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